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  • DO SÁBADO P/ O DOMINGO

    14

    Mar
    14/03/2011 às 12h31

    CRISTO E O DIA DO SENHOR

    Bíblia

    A expressão “Dia do Senhor-κυριακή ήέα—que primeiro aparece como uma incontestável designação cristã para o domingo próximo à parte final do segundo século, denota um dia que pertence exclusivamente ao “Senhor-κυριού”. Já que o domingo tem sido tradicionalmente considerado por muitos cristãos como o dia do qual Cristo é Senhor e que é consagrado a Ele, podemos muito bem começar nossa pesquisa histórica  da origem da observância do domingo verificando se Cristo antecipou a instituição de um novo dia de culto dedicado exclusivamente a Ele.

    As declarações de Cristo encontradas nos evangelhos não contêm a expressão “dia do senhor”. Os Sinóticos (Mat. 12:8; Mar. 2:28; Luc. 6:5), entretanto, contêm uma locução semelhante, a saber, “Senhor do sábado-κυριού τού σαββάτου”, uma frase usada por Cristo no fim de uma discussão com os fariseus sobre a questão de legítimas atividades sabáticas. Vários autores têm procurado estabelecer uma relação causal entre Cristo proclamar a Si mesmo “Senhor do sábado” e a instituição do domingo como o “dia do Senhor”. C. S. Mosna, por exemplo, declara enfaticamente que “Cristo proclamou-Se senhor do sábado especificamente para liberar o homem das cargas cerimoniais referentes ao sábado, e que se tornaram desnecessárias”.

    Ele vê neste pronunciamento a intenção de Cristo de instituir Seu novo dia de culto. Semelhantemente,

    Wilfrid Stott interpreta o dito de Cristo como uma  implícita referência ao domingo: “Ele é o Senhor do sábado e nesta expressão, citada por três dos Sinóticos, há uma referência oculta ao dia do Senhor. Ele, como Senhor, escolhe Seu próprio dia”.

    Para verificar a validade destas conjeturas, devemos determinar a atitude básica de Cristo quanto ao sábado. Indo direto ao assunto, Cristo observou verdadeiramente o sábado ou quebrou-o propositadamente? Se a última hipótese é a verdadeira então precisamos descobrir se Cristo, por Suas próprias palavras e atos, planejou estabelecer os fundamentos para um novo dia de culto que eventualmente substituísse o sábado.

    Apelar para os críticos tornaria fútil esta investigação, pois eles consideram o relato evangélico dos ensinos e atividades de Cristo quanto ao sábado, não como autênticos fatos históricos mas como reflexões posteriores da Igreja primitiva. Afirmam que é impossível saber o que o próprio Jesus pensava a respeito.

    Não vemos nenhuma justificativa para este ceticismo histórico, especialmente porque uma nova busca do Cristo histórico tem começado que lança sombras sobre a metodologia anterior e promete encontrar nos Evangelhos um número muito maior de autênticos feitos e palavras de Jesus.

    Entretanto, mesmo se os materiais dos Evangelhos representassem reflexões posteriores da  comunidade cristã (o que para nós é inadmissível), este fato não diminui o seu valor histórico. Ainda assim se constituem numa fonte valiosa para o estudo da atitude da Igreja primitiva quanto ao sábado.

    Na verdade, o espaço considerável e a atenção dada pelos escritores dos Evangelhos a curas realizadas por Cristo no sábado (não menos que sete episódios estão registrados) e controvérsias, são indicativos de quão importante era a questão do sábado na época em que foram escritos.

     

    A TIPOLOGIA DO SÁBADO E SEU CUMPRIMENTO MESSIÂNICO

    Um bom lugar para iniciar nossa pesquisa sobre o conceito de Cristo a respeito do sábado é talvez o quarto capítulo do Evangelho de Lucas. Aí encontramos excertos do sermão de Cristo pregado na sinagoga de Nazaré em um dia de sábado na inauguração de Seu ministério público.

    Convém notar que no Evangelho de Lucas o ministério de Cristo não apenas começa no sábado—o dia que, de acordo com Lucas (4:16), Cristo observava habitualmente—mas também termina no “dia da preparação”, quando o sábado começava (23:54). O ministério sabático de Jesus que provocou repetidas rejeições (Luc. 4:29; 13:14, 31; 14:1-6) parece ser apresentado por Lucas como um prelúdio da própria rejeição e sacrifício final de Cristo. Em Seu sermão de abertura Cristo refere-Se a Isaías 61:1-2 (cf. 58:6), que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. (Luc. 4:18, 19) Praticamente todos os comentaristas concordam que o “ano aceitável do Senhor” (4:19) que Cristo está oficialmente incumbido (“ungido”) de proclamar, refere-se ao ano sabático (isto é, o sétimo ano) ou o ano do Jubileu (ou seja, o 50º ano após sete sábados de anos).

    Nessas instituições anuais, o sábado vem a ser o libertador dos oprimidos da sociedade hebraica. A terra devia ficar sem cultivo, para produzir livremente para os pobres, os desapossados e os animais.

    Os escravos eram emancipados, se eles assim desejassem e os débitos dos irmãos eram perdoados. O ano do jubileu também requeria a restauração da  propriedade ao proprietário original. Que o texto de Isaías, lido por Cristo refere-se a estas instituições sabáticas está claro pelo contexto que fala da libertação dos “pobres, cativos, cegos (ou prisioneiros), oprimidos”. É significativo que Cristo em Seu discurso de abertura anuncia Sua missão messiânica na linguagem do ano sabático. Seu breve comentário sobre a passagem é muito apropriado: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (4:21). Como P. K. Jewett sabiamente destaca, “o grande sábado do jubileu tornou-se uma realidade para todos os que estavam perdidos por causa de seus pecados, pela vinda do Messias e nEle encontraram uma herança”.

    Podemos inquirir: Por que Cristo anunciou Sua missão como o cumprimento das promessas sabáticas de libertação? Planejava Ele explicar, possivelmente numa forma velada, que a instituição do sábado era um tipo que encontrava seu cumprimento nEle próprio, o Antítipo, e daí em diante cessava sua obrigação? (Neste caso, Cristo teria aberto caminho para a substituição do sábado por um novo dia de adoração). Ou Cristo identificava Sua missão com o sábado para tornar este dia um adequado memorial de Suas atividades redentoras?

    Para solucionar este dilema precisamos, antes de tudo, recordar as implicações redentoras messiânicas do sábado. Inerente à instituição do sábado está a certeza das bênçãos divinas—Deus abençoou o sétimo dia (Gên. 2:3; cf. Êx. 20:11). A noção de “bênção” do velho Testamento é concreta e expressa-se em vida plena e abundante. A bênção do sábado na história da Criação (Gên. 2:3) segue a bênção dos seres vivos (Gên. 1:22) e do homem (Gên. 1:28). Logo, exprime a derradeira e total bênção de Deus sobre a completa e perfeita Criação (Gên. 1:31). Ao abençoar o sábado Deus promete ser o benfeitor do homem durante todo o curso da história humana.

    As bênçãos do sábado na revelação da história da Redenção tornam-se mais especificamente associadas com os atos divinos da salvação. Por exemplo, na versão de Êxodo dos mandamentos Yahweh introduz-Se como o misericordioso Redentor que tirou Israel da terra do Egito, da casa da servidão (Êxo. 20:2). Para garantir esta recém-obtida liberdade a todos os membros da comunidade dos hebreus, o mandamento do  sábado ordena que o descanso seja estendido a todos, incluindo até mesmo os animais (Êxo. 20:10). Na versão de Deuteronômio do decálogo o tema da Redenção aparece não apenas no prefácio (Deut. 5:6) de todos os mandamentos (como em Êxo. 20:1), mas também é explicitamente incorporado ao próprio mandamento do sábado. Talvez para ressaltar a importância imediata do mandamento do sábado perante os israelitas e todas as gerações seguintes, a versão de Deuteronômio mostre o sábado fundamentado não no passado ato divino da Criação (como em Êxo. 20:1), que nem sempre trata das preocupações imediatas das pessoas, mas no divino ato da Redenção: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão poderosa, e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deut. 5:15).

    Aqui a razão para observar o sábado é, como bem declarou Hans Walter Wolff, “a afirmação absolutamente fundamental para Israel, isto é, que Yahweh libertara Israel do Egito. Cada sábado Israel deveria lembrar que seu Deus é um Libertador”. Este apelo para recordar o livramento do êxodo através do sábado era para os israelitas uma experiência concreta que envolvia estender o repouso sabático a todos aqueles que não eram livres para observá-lo. O descanso no sábado, entretanto, não se destinava meramente a ser uma ajuda mnemônica para auxiliar Israel a recordar seu livramento histórico, mas, como observa Brevard S. Childs, significava experimentar no presente a história da salvação do passado.

    A. M. Dubarle confirma esta interpretação ao escrever que mediante a observância do sábado “era realmente compreendido e atualizado durante todo o tempo o livramento realizado pela primeira vez no mês de Abib. Não era, pois, só uma questão de comemorar por uma simples lembrança, mas antes um regozijo resultante da constante renovação do benefício inicial”.

    Podemos dizer que o sábado continha um escopo tridimensional: ele comemorava o livramento passado, presente e futuro. O alívio semanal das durezas da vida que os israelitas experimentavam no presente, também resumia o passado livramento na Páscoa, assim como a futura redenção messiânica. Por causa de sua íntima ligação, tanto a Páscoa como o sábado podiam simbolizar o futuro livramento messiânico. (Deve-se notar que assim como o sábado tornou-se para os israelitas a extensão semanal da  Páscoa anual, posteriormente o domingo tornou-se para muitos cristãos a comemoração semanal do Domingo de Páscoa anual).

    A função redentiva do sábado era aparentemente entendida como uma prefiguração da missão do Messias. O livramento da dureza do trabalho e desigualdades sociais que tanto o sábado semanal como o anual garantiam a todos os membros da comunidade dos hebreus era considerado uma prefiguração da completa redenção que o Messias um dia traria ao Seu povo. A era messiânica da reunião de todas as nações é descrita em Isaías como o tempo em que “de um sábado a outro virá toda a carne a adorar perante mim” (66:23). A missão do Messias é também descrita por Isaías (na mesma passagem que Cristo aplicou a Si em Seu primeiro sermão (Luc. 4:18-19) na linguagem do ano sabático (61:1). P. K. Jewett comenta muito bem que Deus, no ato da  redenção e restauração do ano sabático e do jubileu, “de novo surge como o Redentor que garante ao indivíduo sua liberdade pessoal e preserva para o pobre uma parte na herança de seu povo. Decerto esta não é uma concepção antiquada, cerimonial, pois Deus manifestou-Se como Redentor, supremamente em Cristo, o Mediador, o Filho que nos torna de fato livres (João 8:36).

    Outra importante tipologia messiânica do sábado pode ser vista na experiência do repouso sabático-menuhah, que A. J. Herschel define “como felicidade e calma, como paz e harmonia”. heodore Friedman num erudito artigo mostra persuasivamente que a paz e harmonia do sábado são com freqüência identificadas, tanto nos escritos dos Profetas como na literatura Talmúdica, com a era messiânica, geralmente conhecida como o fim dos tempos ou o mundo por vir. Ele nota, por exemplo, que “Isaías emprega as palavras “deleitoso” (oneg) e “honra” (kaved) em sua descrição de ambos—o sábado e o fim dos dias (isto  é, a era messiânica) (58:13—“mas se chamares ao sábado deleitoso. . . e o honrares”; 66:11—“e vos deleiteis com a abundância da sua glória”). A implicação é clara. O deleite e alegria que marcarão o fim dos dias está disponível aqui e agora por meio do sábado”. Friedman apresenta também uma amostra informativa de ditos rabínicos onde “o sábado é a antecipação, o antegozo, o paradigma da vida no mundo por vir (isto é, a era messiânica)”.

    Outra semelhante interpretação do sábado é encontrada em texto apocalíptico judaico onde a duração do mundo é calculada pela “semana cósmica” de seis épocas de mil anos cada, seguidas pelo sábado do fim do tempo. Na grande maioria das  passagens este sábado escatológico é considerado como os dias do Messias que precedem ou que são identificados com o paraíso restaurado. O tema do descanso sabático que aparece em Hebreus 3 e 4 pode representar outra linha da tipologia messiânica extraída do Velho Testamento. G. von Rad nota um desenvolvimento do tema do “repouso” no Velho Testamento desde o conceito da paz nacional e política (Deut. 12:91; 25:19) até o descanso espiritual e o sossego que Deus dá (cf. Sal. 95:11). Este conceito, como veremos mais tarde, é novamente proposto em Hebreus, onde o povo de Deus é convidado a entrar no “repouso sabático” (4:9) quando crer (4:3), obedecer (4:6, 11) e aceitar pela “fé” as “boas-novas” de Deus (4:1-2). O autor rejeita a noção temporária do descanso sabático entendido como sendo a entrada na terra de Canaã (Deut. 12:9; 25:19), argumentando que a terra que Josué deu aos israelitas (4:8), não é o “repouso” (4:9) que Deus coloca disponível para o Seu povo desde a criação (4:3, 4, 10). Este último pode ser experimentado quando se aceita “hoje” (4:7) as “boas-novas” (4:2, 6) da salvação. A alusão ao evento-Cristo é absolutamente claro. É nEle que o repouso sabático do Velho Testamento encontra seu cumprimento e é através dEle que tal repouso pode agora ser experimentado por todos os crentes.

    Esta breve pesquisa foi suficiente para estabelecer a existência, no Velho Testamento, de uma tipologia do sábado alusiva ao Messias. À luz deste fato, a alegação feita por Cristo, em Seu discurso inaugural, de ser o cumprimento da função  salvadora do sábado, adquire significado adicional. Ao identificar-Se com o sábado, Cristo afirma Sua missão de Messias. Isto explica por que Cristo, como será mostrado posteriormente, revelou Sua missão messiânica particularmente através do Seu ministério aos sábados.

    Que isto estava bem entendido é evidente, por exemplo, pela acusação que os líderes judeus levantaram contra Cristo: “Não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18). Parece que neste caso a verdadeira acusação contra Cristo não era a violação do sábado. Aparentemente, como salienta W. Rordorf, “Seus oponentes obviamente preferiram se concentrar na reivindicação messiânica que estava implícita mesmo em seu quebrantamento do sábado”.

    A ATITUDE DE CRISTO PARA COM O SÁBADO

    O fato de ter Cristo afirmado ser Ele o cumprimento das esperanças messiânicas inerentes ao sábado, levanta uma importante questão: como considera Cristo a atual observância do sábado? Confirmou Ele para Seus seguidores a validade de tal instituição como a inquestionável vontade de Deus? Ou considerou Cristo a obrigação de guardar o sábado como já estando cumprida, e anulou, pela Sua vinda, o verdadeiro sábado?  Alguns estudiosos consideram os debates e as curas que Cristo realizou no sábado como atos intencionais e provocatórios, destinados a mostrar que o mandamento do sábado  não tinha mais a mesma força. J. Daniélou defende, por exemplo, que nos episódios de cura, “Cristo

    aparece concretamente como inaugurando o verdadeiro sábado (ou seja, o domingo”  W. Rordorf expressa a mesma convicção, e ainda mais enfaticamente, quando escreve que “o mandamento do sábado não estava meramente sendo posto de lado pela atividade curadora de Jesus: estava simplesmente sendo anulado”.

    As Primeiras Interpretações Patrísticas Infelizmente tais conclusões nem sempre são baseadas em uma análise do que Cristo realmente fez ou disse a respeito do sábado, mas em antigas interpretações patrísticas do que dizem os Evangelhos a respeito do sábado, e que se  tornaram, e em grande parte ainda são, um legado tradicional e incontestável. Do segundo século em diante, de fato, escritores patrísticos produziram uma lista de “violações do sábado” mencionadas nos Evangelhos, freqüentemente acrescentando novos casos para ser estabelecida uma forte prova contra o sábado. Dos Evangelhos eles tomaram os exemplos de alegada “violação do sábado” mencionados por Cristo em Seu debate com os fariseus, que são: Davi, no sábado, juntamente com seus companheiros, comeu os pães da proposição (Mat. 12:3; cf. I Sam.  21:1-7), os sacerdotes neste mesmo dia circuncidaram (João 7:23) e ofereceram sacrifício (Mat. 12:5) e o próprio Deus não interrompe Seu trabalho no sábado (João 5:17). Este repertório foi enriquecido com outras “provas”, tais como o exemplo de Josué que quebrou o sábado quando “comandou os filhos de Israel ao redor dos muros de Jericó”, dos Macabeus que guerrearam no sábado, e dos patriarcas e fiéis que viveram antes de Moisés, supostamente sem guardar o sábado. Se aceitamos (sem consentir) que tais argumentos baseiam-se em sólidos critérios de hermenêutica bíblica, não somos levados a crer que  tais exceções apenas confirmam a natureza obrigatória do mandamento do sábado? Além disso, a pessoa que aceita o uso e interpretação que os Pais primitivos fazem do material dos evangelhos a respeito do sábado para determinar a atitude de Cristo, e também a sua, quanto ao sábado, não deve também concordar, para ser consistente, com suas negativas e conflitantes explanações do significado não apenas do sábado, mas também de toda a economia judaica? Seria interessante descobrir se algum estudioso da Bíblia concordaria, por exemplo, com a declaração de Barnabé de que “a prática literal do  sábado nunca havia sido o objeto de um mandamento de Deus”, ou que “os judeus perderam o convênio exatamente após Moisés recebê-lo” (4:7); ou com a hipótese de Justino de ter Deus imposto o sábado aos judeus como um sinal de infâmia para isolá-los para castigo aos olhos dos romanos; ou com a noção de Siríaco Didascalia de que o sábado fora imposto aos judeus como um tempo de lamentação; ou com o conceito de Afraates de que o sábado foi introduzido como um resultado da queda. Se tais interpretações do significado e natureza do sábado devem ser rejeitadas como não comprovadas pelas evidências escriturísticas do Velho Testamento, então não existe nenhuma justificativa para usar como “prova” seus argumentos contra o sábado, já que em grande parte eles baseiam-se nesse tipo de pressupostos equivocados. Mais tarde em nosso estudo veremos que uma combinação de condições que aumentaram a tensão entre Roma e os judeus e entre a Igreja e a Sinagoga na primeira parte do segundo século, contribuiu para o desenvolvimento de um “anti-judaísmo de diferenciação”. Esta situação  expressou-se em uma reinterpretação negativa  tanto da história como das observâncias judaicas, como da guarda do sábado. Não podemos, portanto, avaliar as referências ao sábado nos Evangelhos, à luz de sua antiga interpretação patrística, mas devemos avaliar a atitude de Cristo quanto ao sábado examinando os documentos exclusivamente por seus próprios méritos.

    As Primeiras Curas no Sábado

    Os evangelhos de Marcos e Lucas sugerem que Cristo  primeiramente limitou Suas atividades de cura no sábado a casos especiais, sem dúvida porque estava ciente da explosiva reação que resultaria de Sua proclamação do significado e uso do sábado. Em Lucas, o anúncio inicial de sua função de Messias como um cumprimento do ano sabático (Luc. 4:16-21) é seguido por dois episódios de cura. O primeiro ocorreu na sinagoga de Cafarnaum, uma cidade da Galiléia, durante os serviços de sábado e resultou na cura espiritual de um homem possesso (Luc. 4:31-37). O segundo foi realizado imediatamente após a reunião na casa de Simão e resultou na restauração física da sogra de Simão (Luc. 4:38-39). Em ambos os casos, Cristo agiu por necessidade e amor. No primeiro caso, foi a necessidade de libertar uma pessoa do poder de Satanás e assim restaurar a ordem nos serviços que  levou Cristo a agir. A função salvadora do sábado, que já está incluída neste ato de Cristo, será mais explicitamente proclamada em curas posteriores. No segundo caso Cristo atuou em consideração a um de Seus amados discípulos e sua sogra. Neste caso a cura física tornou o sábado um dia de regozijo para toda a família. Também é digno de nota que a cura resultou em serviço imediato—“e logo se levantou, passando a servi-los” (v. 39). O significado do sábado como  redenção, regozijo e serviço já presente em uma fase embrionária nestas primeiras curas de Cristo, é revelado mais explicitamente no subseqüente ministério de Cristo aos sábados. Neste primeiro estágio, entretanto, a maior parte das atividades de cura de Cristo é deixada para depois do sábado, aparentemente para evitar uma prematura confrontação e rejeição: “Ao pôr-do-sol,  todas os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um” (Luc. 4:40; cf. Mar. 1:32).

    O Homem com a Mão Ressequida

    O próximo episódio de cura, o do homem com a mão ressequida narrado por todos os três sinóticos (Mat. 12:9-21; Mar. 6:6-11), é o ponto de prova pelo qual Cristo começa Suas reformas sabáticas. Jesus encontra-Se na sinagoga diante de um homem com uma mão paralisada, levado ali, muito provavelmente, por uma delegação de Escribas e Fariseus. Estes tinham vindo à sinagoga não para adorar, mas para inspecionar Cristo e “ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem” (Mar. 3:2). De acordo com Mateus, eles dirigiram a Cristo a probante pergunta: “É lícito curar no sábado?” (Mat. 12:10). Sua dúvida não era motivada por uma genuína preocupação pelo homem enfermo, nem por um desejo de explorar como o sábado está relacionado com o ministério da cura. Em vez disso, estavam ali como a autoridade que sabe todas as isenções previstas pela casuística rabínica, e que quer julgar a Cristo com base nas minúcias de seus regulamentos. Lendo seus pensamentos, Cristo Se entristece com a dureza de seus corações (Mar. 3:5). No entanto, aceita o desafio. Primeiro, convida o homem para se aproximar, dizendo: “Vem para o meio” (Mar. 3:3) Este passo possivelmente destinou-se a despertar simpatia para com o homem enfermo e ao mesmo tempo para cientificar a todos do que Ele estava para fazer. Então perguntou aos especialistas da lei: “É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la?” (Mar. 3:4) Para tornar a pergunta mais direta, de acordo com Mateus Cristo acrescentou uma segunda, na forma de uma parábola (que aparece duas vezes mais, um pouco modificada em Luc. 14:5; 13:15), “Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado esta cair numa cova, não  fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha?” (Mat. 12:11, 12).

    Tais declarações levantam um importante debate. Pela pergunta inicial, que Cristo ilustrou com uma segunda pergunta contendo um exemplo prático, pretendeu Ele ab-rogar radicalmente o mandamento do sábado ou quis restaurar seus divinos valores e funções originais? Muitos estudiosos aceitam a opção anterior. L. Goppelt declara enfaticamente que “a dupla pergunta de Jesus assinala o fim do mandamento de sábado: não é mais uma ordenança estatucional e não tem mais validade absoluta, se esta ampla e justaposta alternativa é válida, a saber, salvar a vida”. Esta interpretação repousa sobre a suposição de que “salvar a vida” é contrário ao espírito e função do sábado. Pode isto ser verdade? Talvez possa refletir o mal-entendido reinante e o uso errôneo do sábado, mas não o propósito original do mandamento do sábado. Aceitar tal suposição seria culpar a Deus de falhar em salvaguardar o valor da vida ao instituir o sábado. W. Rordorf defende a mesma conclusão da suposta “maneira errônea de dedução” da pergunta de Cristo sobre princípio e exemplo. Ele explica que da pergunta se é legal salvar ou matar e do exemplo de resgatar um animal em urgente necessidade, “ninguém, pode legitimamente tirar inferências que sejam válidas também para um ser humano com problemas de saúde que absolutamente não necessita de assistência imediata num sábado”.

    O Mishnah é explícito a este respeito: “Em qualquer caso que exista uma possibilidade de a vida estar em perigo, a lei do sábado deve ser posta de lado”. Entretanto, no caso do homem com a mão ressequida, como em todos os outros exemplos de cura no sábado, não se dava a necessidade de socorrer algum doente numa emergência, mas sempre eram pessoas com doenças crônicas. Portanto, Rordorf conclui que o princípio de salvar a vida não descreve o valor da observância do sábado, mas é uma referência à natureza da missão do Messias, que devia estender a salvação imediatamente a todos os que estavam em necessidade. Em face a esta “consciência messiânica”, o mandamento do sábado tornou-se então irrelevante. . . .  foi simplesmente anulado”.

    Esta espécie de análise não faz justiça a vários pontos da narrativa. Primeiro, a pergunta dirigida a Cristo era especificamente relacionada com o assunto da correta observância do sábado: “É lícito curar no sábado?” (Mat. 12:10). Em segundo lugar, a resposta de Cristo, na forma de duas perguntas (uma implicando um princípio e a outra ilustrando-o) também trata explicitamente da questão do que é legal realizar no sábado. Em terceiro lugar, a aparente errônea analogia entre a pergunta de Cristo sobre a legitimidade de “salvar a vida ou tirá-la” (Mar. 3:4) no sábado e o enfermo crônico cuja vida não seria salva nem perdida pelo adiamento da cura para depois do sábado, pode ser satisfatoriamente explicada pela nova avaliação que Cristo colocava sobre o sábado. Isto é explicitamente expresso na positiva declaração relatada por Mateus: “Logo, é lícito fazer bem aos sábados” (Mat. 12:12). Se é correto fazer o bem e salvar no sábado, então qualquer recusa de fazê-lo significa fazer o mal ou matar. Mais tarde veremos que este princípio é exemplificado na história por dois tipos opostos de guardadores do sábado. Infelizmente, quando Rordorf não pode ajustar em seu esquema a positiva interpretação de Mateus a respeito do sábado, ele tenta resolver o problema acusando-o de “começar a moralística divergência da atitude de Jesus quanto ao sábado”. Tal divergência supostamente consiste em aceitar “que a obrigação de amar o próximo substitui em certas circunstâncias a ordem de guardar um dia de repouso”.

    É estranho que Mateus tenha realmente entendido mal ou realmente compreendido a pretensão de Cristo e a mensagem do  sábado, quando escreveu “É lícito fazer bem aos sábados” (Mat. 12:12). É verdade que no judaísmo do pós-exílio, uma elaborada cerca foi construída ao redor do sábado para assegurar sua fiel observância. O exagero de minúcias e regras casuísticas (conforme o Rabino Johanan, havia 1521 leis derivadas) referentes à guarda do sábado tornou sua observância um ritual legalístico, em vez de um serviço de amor. Todavia, não é certo considerar o sábado exclusivamente à luz desse desenvolvimento legalístico posterior. “A obrigação de amar o próximo” era a essência da primitiva história do sábado e suas instituições afins. Nas várias versões do mandamento do sábado, por exemplo, há uma constante lista de pessoas a quem a liberdade de repousar no  sábado deve ser garantida. Os citados particularmente são em geral os criados, os filhos  dos escravos, o gado, o hóspede e/ou estrangeiro. Isto indica que o sábado fora ordenado especialmente para mostrar compaixão pelas criaturas indefesas e necessitadas. “Seis dias farás a tua obra, mas ao sétimo dia descansarás: para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro” (Êxo. 23:12). Niels-Erik Andreasen comenta acertadamente que “o  dono da terra devia preocupar-se com o valor humano de seus súditos, assim como Yahweh, quando assegurou liberdade ao Seu povo”. É sem dúvida comovente que o sábado estava destinado a mostrar interesse até mesmo pelos animais. Mas, como bem destacou Hans Walter Wolff, “é mais tocante que, de todos os trabalhadores dependentes, o filho da escrava e o estrangeiro são especialmente destacados. Pois, quando tais pessoas eram obrigadas a trabalhar, não tinham nenhum recurso ou proteção”.

    A dimensão original do sábado como dia para honrar  a Deus através da preocupação e compaixão para com os seres inferiores havia sido amplamente esquecida no tempo de Jesus. O sábado tinha se tornado no dia quando a realização correta de um ritual era mais importante que uma resposta espontânea ao clamor das necessidades  humanas. Nosso episódio provê um bom exemplo desta perversão, contrastando dois tipos de guardadores de sábado. De um lado ficou Cristo, “condoído com a dureza dos corações” de Seus acusadores e dando passos para salvar a vida de um homem defeituoso (Mar. 3:4-5). Do outro  lado ficaram os especialistas da lei que, embora estando no lugar de adoração, gastaram seu tempo de sábado “observando a Jesus . . . a fim de O acusarem . . . conspiravam em como lhe tirariam a vida” (Mar. 3:2, 6). Este contraste de atitudes pode bem ter gerado a explanação da pergunta de Cristo sobre a legitimidade de salvar ou matar no sábado (Mar. 3:4), ou seja, que uma pessoa que não está preocupada com a salvação física e espiritual de outros no sábado, está automaticamente envolvida em atitudes e esforços destrutivos.

    O programa de reformas do sábado proposto por Cristo deve ser considerado no contexto de Sua atitude geral perante a lei. No sermão do monte, Cristo explica que Sua missão é restaurar as várias prescrições da lei às suas intenções originais (Mat. 5:17, 21). Esta obra de esclarecer o propósito atrás dos mandamentos era uma triste necessidade, pois com o acúmulo de tradições, em muitos casos sua função original estava obscurecida. Como Cristo colocou, “jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição” (Mar. 7:9). O quinto mandamento, por exemplo, que ordena honrar o pai e a mãe, conforme Cristo, havia sido substituído pela tradição do Corbã (Mac. 7:12-13). Aparentemente isto consistia em transferir um serviço ou uma obrigação a ser dedicada aos pais, em uma oferta a ser dada no Templo. O mandamento do sábado não era exceção, e a menos que fosse libertado das muitas restrições casuísticas sem sentido, teria permanecido mais como um sistema para justiça própria do que como um tempo para amar o Criador-Redentor e os semelhantes.

    A Mulher Enferma

    Para compreendermos melhor o propósito das reformas de Cristo quanto ao sábado, vamos considerar rapidamente outros episódios de cura. A cura da mulher enferma, relatada apenas por Lucas (13:10-17), é aparentemente o último ato realizado por Cristo na sinagoga. A crescente oposição das autoridades deve ter impossibilitado que Cristo prosseguisse em Seu ministério sabático na sinagoga. Este episódio, comparado com  a cura anterior, do homem com a mão ressequida (Luc. 6:6-11), mostra uma substancial evolução. Isto pode ser visto tanto na atitude mais decidida de Cristo que automaticamente entrou em ação declarando a mulher “livre” de sua enfermidade (13:12) sem ser solicitado, como em Sua pública repreensão ao chefe da sinagoga (13:15). As autoridades também protestaram—neste caso o chefe da sinagoga—e desta vez não foi do lado de fora, mas de dentro da sinagoga, condenando publicamente toda a congregação por buscar a cura no sábado (13:14). Finalmente, a função redentiva do sábado é expressa mais  explicitamente. O verbo “libertar” é agora usado para esclarecer o significado do sábado. É difícil acreditar que o verbo estava sendo usado por Cristo acidentalmente, pois nesta breve narrativa ele ocorre três vezes, embora na tradução inglesa RSV cada vez é usado um sinônimo diferente: “livrar, desprender, soltar” (13:12, 15, 16). O verbo é usado por Cristo primeiramente ao dirigir-se à mulher: “Estás livre da tua enfermidade” (v. 12). A mulher que por dezoito anos “andava encurvada” (v. 11) diante das palavras de Cristo “imediatamente se endireitou e dava glória a Deus” (v. 13). A reação do chefe da sinagoga destacou o contraste entre a predominante perversão do sábado, de um lado, e o esforço de Cristo para restaurar ao sábado o seu verdadeiro significado, de outro. “Seis dias há em que se deve trabalhar”, disse o chefe da sinagoga, “vinde, pois, nesses dias para serdes curados” (v. 14). Para o administrador, que considerava o sábado como regras a obedecer em vez de pessoas a amar, a cura era uma obra imprópria para o sábado. Para Cristo, que Se preocupava em restaurar todo o ser, não havia melhor dia que o sábado para realizar esse ministério redentor. Para esclarecer esta função libertadora do sábado, Cristo novamente usou por duas vezes o verbo “libertar”. Primeiro, ao referir-Se a uma concessão rabínica: “Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura no sábado o seu boi ou  o sue jumento, para levá-lo a beber?’” (13:15). Deve-se notar que dar água a um animal no sábado não está incluído na mesma categoria de emergência como resgatar uma ovelha de uma cova  (Mat. 12:11). Qualquer animal pode sobreviver um dia sem água, embora isto possa resultar em perda de peso e, conseqüentemente, em perda de valor comercial. Pode-se estranhar o fato de Cristo referir-Se a este pervertido senso de valores, ou seja, que a perda financeira derivada de negligenciar um animal no sábado era mais importante para alguns que suprir as necessidades de seres humanos, o que não trazia nenhum retorno financeiro. Isto está bem claro nas  palavras de Cristo. Mas o que Jesus quis esclarecer é que um serviço básico é realizado no sábado, mesmo aos animais. Baseado no conceito de desatar um animal, Cristo novamente usa o mesmo verbo na forma de uma pergunta retórica para salientar Sua conclusão: “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (13:16) Raciocinando de um caso menor para um maior, Cristo mostra como o sábado havia sido paradoxalmente distorcido. Um boi ou jumento podia ser libertado da manjedoura no sábado mas uma mulher sofredora não podia neste dia ser liberta de sua enfermidade física e espiritual. Que perversão do sábado! Por esta razão Cristo agiu contra a tradição normativa para restaurar o sábado ao objetivo pretendido por Deus. Seja notado que neste e em todos os exemplos Cristo não está questionando a obrigatoriedade da norma do sábado, e sim destacando seus reais valores, que tinham sido bastante esquecidos.  O quadro de Cristo, num sábado, libertando uma vítima do cativeiro de Satanás (13:16), lembra o que Cristo disse sobre Sua missão de “proclamar liberdade aos cativos” (Luc. 4:18; cf. Isa. 61:1-3). A libertação de ama filha de Abraão dos laços de Satanás, no sábado, representa assim o cumprimento da tipologia messiânica deste dia. Paul K. Jewett comenta sobre isto: “Temos nas curas de Jesus aos sábados, não apenas atos de amor, compaixão e graça, mas verdadeiros “atos sabáticos”, atos que mostram que  o sábado messiânico, o cumprimento do repouso sabático do velho Testamento, tem chegado ao nosso mundo. Portanto, o sábado, entre todos os dias, e o mais apropriado para cura”.Este cumprimento, por Cristo, da simbologia do sábado no Velho Testamento (como no caso de sua instituição correlata, a Páscoa) não implica, como é sugerido pelo mesmo autor, que os “cristãos estão livres do sábado para se reunirem no primeiro dia”, mas sim que Cristo, ao cumprir a tipologia redentora do sábado tornou o dia um permanente e adequado memorial desta realidade, ou seja de sua missão redentora. Podemos perguntar como a mulher e as pessoas que testemunharam as intervenções salvadoras de Cristo passaram a considerar o sábado. Lucas relata que enquanto os adversários de Cristo “se envergonharam” (13:17) com a justificação do Senhor pela Sua atividade salvadora no sábado, “o povo se alegrava” (13:17) e a mulher “dava glória a Deus” (13:13). Indubitavelmente, para a mulher e todas as pessoas abençoadas pelo ministério de Cristo aos sábados, este dia tornou-se o memorial da cura de seus corpos e almas, da saída dos grilhões de Satanás para a liberdade do Salvador.

    O Paralítico e o Cego

    Esta relação entre o sábado e a obra de salvação está bem evidente nos dois milagres aos sábados relatados no Evangelho de João (João 5:1-18; 9:1-41). Devido à sua substancial semelhança, vamos considerá-los juntos. A semelhança é notada em vários aspectos. Os dois homens curados haviam sido doentes crônicos: um, inválido por 38 anos (5:5) e o outro, cego de nascença (9:2). Nos dois exemplos Cristo disse aos homens para agirem. Ao inválido Ele disse: “Levanta, toma a tua cama e anda” (5:8); e ao cego: “Vai, lava-te no tanque de Siloé” (9:7). Em ambos os casos os fariseus acusaram a Cristo formalmente de quebrar o sábado e consideraram isto como uma evidência de que Ele não era o Messias: “Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado” (9:16; cf. 5:18). Nas duas situações, a acusação contra Cristo não envolve primariamente a ação da cura em si mas a violação das leis rabínicas do sábado, quando ordenou que o paralítico levasse a sua cama (5:8, 10, 12) e quando preparou o barro (9:6, 14). Nos dois exemplos Cristo repudiou a acusação de violar o sábado, argumentando que Suas obras de salvação não eram impedidas e sim previstas pelo mandamento do sábado (5:17; 7:23; 9:4). Antes de examinar a justificativa de Cristo por Suas atividades salvadoras no sábado, deve-se dar atenção ao verbo “respondeu-άπεκρίνατο usado por João ao apresentar a defesa de Cristo. Mario Veloso, em sua incisiva análise desta passagem, nota que esta forma verbal ocorre apenas duas vezes em João. A primeira vez, quando Cristo replicou a acusação dos judeus (5:17) e a segunda, quando esclareceu a resposta dada (5:19). A forma comum usada por João cerca de 50 vezes é απεκριϖθη que também é traduzida como “respondeu”. O uso especial da voz central do verbo άπεκρίνατο implica, por um lado, como explica Veloso, numa defesa pública e formal, por outro lado, conforme disse J. H. Moulton, que “o agente está extremamente relacionado com a ação”. Isto significa que Cristo não apenas fez uma defesa formal, mas que também identificou-Se com o conteúdo de Sua resposta. As poucas palavras  da defesa de Cristo merecem, portanto, cuidadosa atenção.  O que Cristo pretendeu quando Se defendeu formalmente contra a acusação de violar o sábado, dizendo “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17)? Esta declaração tem sido alvo de considerável e minucioso exame e de algumas conclusões extremadas. J. Daniélou afirma que “as palavras de Cristo condenam formalmente a aplicação do repouso de Deus no sábado como significando inatividade. . . . A obra de Cristo deve ser considerada como a realidade que vem para substituir a figurada inatividade do sábado”. W. Rordorf argumenta que João 5:17 “pretende interpretar Gênesis 2:2 no sentido de que Deus nunca descansou desde o início da criação, e que Ele ainda não descansa, mas que descansará afinal”. À luz da passagem paralela de João 9:4, ele conjetura que “o prometido repouso sabático de Deus . . . encontra seu cumprimento no repouso de Jesus na sepultura”. Assim, conclui que “Jesus deriva para Si mesmo a ab-rogação do mandamento de descansar no sábado semanal, da interpretação escatológica de Gên. 2:2” Paul K. Jewett repropõe a explanação de Oscar Cullmann, interpretando a expressão “Meu Pai trabalha até agora” como implicando um movimento na história redentora “da promessa ao cumprimento”, isto é, da promessa do repouso sabático do Velho Testamento ao cumprimento encontrado no dia da Ressurreição. O argumento baseia-se em considerar que “o repouso de Deus não foi conseguido ao fim da primeira criação” e sim, como coloca Cullmann, “é primeiramente cumprido na  ressurreição de Cristo”.

  • Quem está por detrás das falsificações de remédios?

    26

    Fev
    26/02/2011 às 19h17

    Cada vez mais está dificil acertar o caminho da cura de algumas enfermidades.
  • PORQUE ESTAMOS DOENTES?

    26

    Fev
    26/02/2011 às 17h36

    Além da diabetes e da obesidade, um novo estudo sugere que apenas uma bebida açucarada por dia pode contribuir para o aumento da pressão sanguínea também. Quanto mais açúcar a pessoa ingere, maior a sua pressão arterial tende a ser.

    O estudo incluiu cerca de 2.700 homens e mulheres de meia-idade do Reino Unido e dos EUA. Cada bebida (refrigerante, suco) que os participantes do estudo consumiram diariamente foi associada com um pequeno aumento, mas mensurável, da pressão arterial sistólica e diastólica de 1,6 e 0,8 pontos, respectivamente.

    Segundo os pesquisadores, um aumento dessa magnitude não é motivo de grande preocupação, assim os resultados podem ter de ser melhor interpretados. Não é incomum que a pressão sanguínea de uma pessoa varie 1 ou 2 pontos por dia.

    No entanto, o aumento “insignificante” pode adicionar substanciais riscos à saúde pública, quando multiplicado por populações inteiras. Do ponto de vista da saúde pública, abaixar a pressão arterial 1 ou 2 pontos em uma comunidade pode se converter em menos derrames e talvez menos ataques cardíacos.

    A pesquisa não prova que as bebidas açucaradas aumentam diretamente a pressão arterial, apenas sugere que pessoas que bebem refrigerantes e bebidas similares tendem a ter uma dieta e um estilo de vida menos saudáveis.

    Em média, além de consumir mais açúcar e calorias, os participantes do estudo que bebiam refrigerantes consumiam menos nutrientes e eram mais gordos.

    Críticas também surgiram do modo como o estudo foi conduzido, que incidiu apenas em uma seção transversal de pessoas e não seguiu os indivíduos ao longo do tempo.

    Tudo isso torna difícil identificar o efeito das bebidas açucaradas. De qualquer forma, os pesquisadores dizem que suas descobertas aconselham as pessoas a diminuir o consumo de bebidas açucaradas para melhorar a saúde cardíaca.

    Água e sucos 100% de frutas são boas alternativas, apesar do suco conter açúcar e ter um alto valor calórico. Portanto, deve ser limitado a uma porção por dia. Segundo os pesquisadores, a moderação em tudo é a principal conclusão do estudo.

    Comer muito sódio, componente do sal, pode aumentar muito a sua pressão sanguínea. Agora cientistas acreditam que o açúcar pode ter o mesmo efeito.

    Pessoas que têm uma dieta muito rica em frutose, um tipo de açúcar, têm maiores chances de desenvolver hipertensão. Beber duas latas e meia de refrigerante por dia, ou consumir o equivalente em frutose em outros alimentos, aumenta o risco de hipertensão em 30%.

    O estudo analisou alimentos como chocolate, refrigerante, biscoitos, balas e outros alimentos que contenham xarope de milho (adoçante que contém altos níveis de frutose). Os cientistas acompanharam 4500 adultos que não sofriam com hipertensão e a quantidade de frutose que eles ingeriam por dia.

    Os voluntários que consumiam mais do que 74 gramas de frutose por dia (o equivalente a 2 latas e meia de refrigerante) tinham mais chances de ter pressão alta e, posteriormente, desenvolver hipertensão. A hipertensão pode danificar seus vasos sanguíneos e também aumenta os riscos de doenças cardíacas e renais.

     

    IMPOTENCIA SEXUAL

    Homens idosos tendem a tomar mais analgésicos e ter mais problemas sexuais, mas isso significa que um problema causa o outro?

    Talvez sim. Foi o que concluiu um novo estudo, que afirmou que a ligação entre medicamentos para dor e impotência se manteve mesmo após a exclusão de idade e diversas outras doenças como possíveis explicações.

    A pesquisa mostra que os usuários regulares de drogas como aspirina, paracetamol, ibuprofeno e celebrex são 38% mais propensos a sofrer de disfunção erétil do que os homens que não tomam os analgésicos anti-inflamatórios.

    De acordo com instituto nacional de saúde americano, cerca de 1 em cada 100 homens na faixa dos 40 anos têm disfunção erétil, em comparação com quase metade dos homens com mais de 75 anos.

    No estudo atual, os cientistas analisaram questionários sobre a saúde de quase 81.000 homens com idades entre 45 e 69 anos. Em geral, apenas metade afirmou tomar analgésicos regularmente (pelo menos cinco vezes por semana) e menos de um terço relatou moderada ou severa disfunção erétil.

    Daqueles que tomavam analgésicos regularmente, 64% disseram que nunca tinham ereção, em comparação com 36% dos homens que não tomavam os remédios tão frequentemente.

    Após a verificação de fatores como idade, peso, pressão arterial alta e doenças cardíacas, os pesquisadores ainda encontraram um risco 38% maior de disfunção erétil entre os homens que tomam analgésicos.

    Ainda assim, os cientistas alertam que os resultados não provam que analgésicos provocam impotência. É possível que fatores desconhecidos estejam em jogo, ou que eles não tenham conseguido eliminar a influência de outras doenças inteiramente.

    Por exemplo, muitos homens tomam uma dose baixa de aspirina porque estão em maior risco de ataque cardíaco, o que significa que seus vasos sanguíneos não estão em forma, e isso pode afetar o pênis também.

    As artérias do pênis são menores do que aquelas que vão para o coração, e por isso podem ficar bloqueadas até vários anos antes. Elas obstruem o sangue que normalmente faz o pênis crescer e tornar-se duro.

    Porém, os cientistas acreditam que tais drogas analgésicas bloqueiam os hormônios que “comandam” as ereções dos homens, o que pode ajudar a explicar as novas descobertas.

    Como o estudo não testou os analgésicos diretamente, os pesquisadores advertem que os homens não devem parar de usar os remédios por medo de reduzir as chances de conseguir uma ereção.

    EXERCÍCIO NA GRAVIDEZ

    Segundo uma revisão de 12 estudos, ser fisicamente ativa durante a gravidez ajuda as mulheres a ganhar menos peso. Os pesquisadores alemães descobriram que as mulheres que se exercitaram ganharam uma média de 0,59 quilos a menos.

    Ainda há outras razões para se exercitar durante a gravidez. O exercício pode ter efeitos positivos sobre o humor e a sensibilidade à insulina em pessoas em geral, ajuda a manter o condicionamento pré-gravidez, e parece não ter efeitos negativos sobre as mulheres durante a gravidez.

    Apesar da perda de peso não ser grande, mulheres que ganham muito peso durante a gravidez correm o risco de uma série de problemas, incluindo diabetes, pressão alta e complicações no parto. Um estudo recente também descobriu que mulheres que ganham mais peso durante a gravidez dão à luz a bebês mais pesados, que por sua vez são mais propensos a se tornarem adultos obesos, e a terem câncer, alergias e asma.

    Coletivamente, os estudos compararam mais de 1.000 mulheres. Os programas encorajavam as mulheres a se exercitar, aproximadamente, por até uma hora três vezes por semana, com exercícios aeróbicos, corrida, ciclismo ou fortalecimento muscular, a partir do primeiro ou segundo trimestre da gravidez.

    Segundo os pesquisadores, os estudos não mostram uniformemente que o exercício está associado com menor ganho de peso durante a gravidez, mas, no geral, a tendência dos dados corre nessa direção.

    Algumas mulheres perderam mais do que a média de 0,59 quilos, especificamente as mulheres que já estavam com sobrepeso ou eram obesas antes da gravidez. Outra análise que incluiu atividade física combinada com aconselhamento dietético descobriu que as mulheres que seguiram este programa ganharam quase 1,36 quilos a menos durante a gravidez.

    Não é surpreendente que o exercício sozinho tenha apenas um pequeno impacto sobre o ganho de peso durante a gravidez. Os pesquisadores explicam que o que realmente importa não é apenas o quanto as mulheres se exercitam, mas também o quanto comem.

    Em geral, o exercício é seguro na gravidez. Ainda assim, os pesquisadores alertam que esportes de contato extremo e outros exercícios intensos, como maratonas, não são uma boa ideia. [Reuters]

    ALIMENTAÇÃO NA GRAVIDEZ

    Segundo uma nova pesquisa, mulheres grávidas com dietas desequilibradas podem ser mais propensas a ter filhos com risco de diabetes tipo 2 quando adultos.

    Os experimentos foram conduzidos com ratos. Os pesquisadores descobriram que uma dieta pobre pode levar a um desenvolvimento anormal das células beta pancreáticas que produzem insulina, o hormônio essencial para regular os níveis de açúcar no sangue.

    Esse desenvolvimento anormal pode provocar diabetes na idade adulta, conforme as células se “desgastam” mais cedo que o habitual.

    Nos ratos, as fêmeas alimentadas com uma dieta de baixa proteína desenvolveram fetos com produção reduzida de uma proteína chamada Hnf4a em suas células beta.

    Os pesquisadores provaram que isso foi causado por produtos químicos “epigenéticos” que mudam partes do gene que codifica a Hnf4a, tornando-a menos ativa do que deveria ser. Como resultado, as células beta “envelhecem” prematuramente, ainda no útero, e já são relativamente “velhas” nos filhotes recém-nascidos.

    Segundo os pesquisadores, efeitos de envelhecimento semelhantes foram identificados em células beta de pessoas com diabetes tipo 2. Porém, a equipe ainda tem que provar se isso está relacionado à dieta materna pobre em humanos.

    Ferro e ácido fólico durante a gravidez deixam os filhos mais inteligentes

    Segundo um novo estudo com crianças das áreas rurais do Nepal, as mães que recebem ferro e ácido fólico durante a gravidez têm filhos mais inteligentes, mais organizados e melhor em habilidades motoras.

    A equipe estudou 676 crianças em idade escolar, cujas mães tinham participado de um ensaio clínico em que receberam ferro, suplementos de ácido fólico e outros nutrientes enquanto estavam grávidas. Cerca de 80% das crianças, com idades entre 7 a 9 anos, estavam matriculadas na escola.

    O ferro e a suplementação com ácido fólico pré-natais tiveram um impacto significativo no nível intelectual e na habilidade motora das crianças, em uma série de funções, incluindo a função intelectual, a função executiva e a função motora fina.

    O ferro é essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso central. Os pesquisadores acreditam que garantir esses cuidados pré-natais básicos poderia ter um grande efeito sobre o futuro educacional das crianças que vivem em comunidades pobres, nas quais a deficiência de ferro é comum.

    A Organização Mundial de Saúde que afirma que a deficiência de ferro é o distúrbio nutricional mais comum e difundido no mundo, afetando 2 bilhões de pessoas. Essa deficiência pode interferir no desenvolvimento do nervo, bioquímica e metabolismo, prejudicando tanto o desenvolvimento intelectual quanto motor.

    Os pesquisadores sugerem melhores programas pré-natais, que incluem suplementos nutricionais de baixo custo, para beneficiar comunidades pobres, já que uma grande faixa de pessoas que residem em países em desenvolvimento tem deficiência em ferro e ácido fólico.

    QUAL O TEMPO DE PARAR DE AMAMENTAR?

    Um novo debate sobre quanto tempo as mamães devem amamentar seus bebês antes de dá-los alimentos sólidos esquentou nas últimas semanas.

    O conselho atual da Organização Mundial de Saúde (OMS) é amamentar exclusivamente por seis meses. Mas um novo relatório indica que, se as mães seguirem essas linhas, seus bebês podem acabar anêmicos, com maior risco de alergias e doença celíaca, para não falar nas propensões a odiar verduras e obesidade.

    Pesquisadores citam novas evidências que os bebês correm o risco de desnutrição e anemia se as mães insistirem em amamentá-los por todos os seis meses, devendo parar antes. Os bebês também estão em maior risco de alergias, embora ninguém possa dizer com certeza qual a melhor época para dar alimentos potencialmente alergênicos, como amendoim.

    Outros especialistas defenderam as atuais orientações da OMS. Segundo eles, o leite materno confere muitos benefícios de saúde para o bebê que duram uma vida. Eles acreditam que seria um retrocesso mudar tais orientações, notando que uma nova política poderia beneficiar apenas a indústria de alimentos infantis que – obviamente – não quis apoiar as orientações de amamentação exclusiva durante 6 meses.

    A ironia final é que praticamente ninguém tem conhecimento dos conselhos da OMS e cerca de 65% das nações do mundo não adotam essa linha. No entanto, pelo menos algumas coisas são sagradas. Segundo os cientistas, o valor da amamentação, superior a mamadeira, é incontestável, e não está em debate. O que muda é que o aleitamento materno exclusivo até seis meses é justificado nos países mais pobres, mas nos países mais ricos pode ser a hora de reavaliar o melhor momento para o desmame.

    [NewScientist]

    ALIMENTAÇÃO INFANTIL

    Pais em todo o mundo têm mais argumentos para convencer seus filhos a comer frutas e vegetais. Segundo dois estudos independentes, uma dieta saudável e balanceada pode aumentar o Quociente de Inteligência (QI) de uma criança, assim como melhorar os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

    Na Inglaterra, um time de pesquisadores analisou os hábitos alimentares e o QI de aproximadamente quatro mil crianças, em um período de seis anos. Após considerarem outras possíveis influências nos teste de inteligência, a equipe descobriu que crianças de três anos com uma dieta rica em gordura e açúcar apresentam escores menores no teste do que aquelas alimentadas com dietas mais saudáveis. Crianças de oito anos com dietas de frutas e vegetais também pontuaram mais do que aquelas em dietas menos saudáveis.

    Segundo os investigadores, aproximadamente 23% das crianças entram na escola obesas ou com sobrepeso. Escolhas saudáveis de alimentação, portanto, devem fazer parte do desenvolvimento de cada uma, melhorando o seu desempenho na escola e as ajudando a manter um peso saudável na medida em que crescem.

    Além disso, um estudo holandês afirma que a alimentação também pode ser um fator fundamental para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Comparando as dietas de cem crianças com TDAH, os pesquisadores descobriram que três quartos delas apresentaram melhoras significativas no comportamento quando sua dieta era restrita. No entanto, os pediatras continuem céticos de uma verdadeira conexão entre alimentação e transtornos de hiperatividade.

    Uma nova pesquisa mostra que a nutrição em idade tenra é importante não só para o crescimento físico e o desenvolvimento, mas para a capacidade mental. O estudo mostra que as crianças que não recebem alimentação adequada durante os primeiros três anos de idade têm QI menor do que crianças melhor alimentadas.

    Os pesquisadores analisaram cerca de 4.000 crianças com 8 anos. As que tiveram uma dieta baixa em gorduras, açúcares e alimentos processados até os 3 anos de idade tinham em média 1 a 2 pontos a mais nos testes de QI, mesmo quando comparadas a crianças que mudaram para uma dieta mais saudável depois dos 3 anos.

    Alimentação saudável aumenta o QI de crianças

    Ainda não está claro quais componentes da dieta tem impacto no QI. Segundo os pesquisadores, pode ser que os ácidos ômega-3 gordos e o ferro ajudem no desenvolvimento do cérebro das crianças.

    Porém, dada a natureza preliminar dos resultados do estudo e do efeito relativamente pequeno encontrado, alguns especialistas pedem cautela na interpretação de que alimentação precoce afeta o desenvolvimento cognitivo. A nova pesquisa sugere uma relação, mas não causa e efeito entre nutrição e inteligência.

    Ao mesmo tempo, pela complexidade de observar dietas com base em pesquisas ao longo do tempo, um resultado estatisticamente significativo merece crédito. As descobertas mostram que certos subgrupos de crianças podem se beneficiar de uma dieta melhorada, e identificá-los pode ajudar a direcionar bebês para intervenção nutricional precoce.

    Apesar dos efeitos da dieta no QI serem relativamente pequenos, o estudo acrescenta evidências sobre a evasão de alimentos processados e a promoção de alimentos ricos em nutrientes, mais saudáveis.

    Ou seja, a recomendação é que os pais tentem reduzir a quantidade de alimentos que contêm níveis elevados de gordura e açúcar, ou processados, favorecendo os alimentos que são ricos em nutrientes, como frutas e legumes, na dieta de seus filhos.

    [NewScientist]

    <h1>Tempo gasto em frente à TV aumenta risco de doenças cardiovasculares</h1>

    Segundo uma nova pesquisa, quanto mais tempo você passa sentado no sofá, vendo televisão, ou em um computador, mais chances você tem de ter doenças cardiovasculares e encurtar a sua vida, não importa quanto exercício você faça enquanto não está na frente das telinhas.

    Os pesquisadores acompanharam mais de 4.500 pessoas escocesas de 35 anos ou mais, cujo tempo de tela e outros comportamentos de saúde foram registrados em uma pesquisa. A maioria dos participantes (54%) disse gastar duas a quatro horas de seu tempo livre por dia na frente da TV ou do computador, enquanto 29% passam quatro horas ou mais. O tempo de tela no trabalho ou na escola foi excluído.

    Ao final do estudo, 215 dos participantes tiveram um ataque cardíaco ou outro problema cardiovascular, e 325 morreram de qualquer causa.

    As pessoas que passaram pelo menos quatro horas por dia em frente às tecnologias tiveram de duas a três vezes mais chances de experimentar um ataque cardíaco, derrame ou outro problema grave cardiovascular do que os que passaram menos de duas horas. O mesmo grupo também teve cerca de 50% mais probabilidades de morrer de qualquer causa durante o estudo de quatro anos.

    A ligação entre o tempo de tela e os problemas de coração quase não se alterou quando os pesquisadores consideraram a quantidade de exercício realizado pelos participantes do estudo. Os pesquisadores também controlaram obesidade, tabagismo, diabetes, classe social, e outros fatores.

    O estudo não prova que assistir TV ou ficar no computador não é saudável. O verdadeiro culpado pode ser o que as pessoas tendem a fazer durante essas atividades: sentar-se. Por que se sentar é prejudicial?

    Segundo os pesquisadores, isso não é claro, mas estudos mostram que a postura sentada (prolongada) diminui a ação de uma enzima (lipase lipoprotéica), que quebra as gorduras no sangue, como colesterol e triglicérides. Quando a atividade da enzima diminui, os níveis dessas substâncias sobem. Esta é uma explicação bastante plausível para as conclusões.

    E muito tempo sentado não é a mesma coisa que muito pouco exercício. As recomendações de saúde pública que têm focado principalmente na adição de atividade física também precisam subtrair o tempo gasto sentado.

    Mas sentar não pode ser o único fator a alterar a ligação. Estudos têm mostrado que as pessoas comem alimentos menos saudáveis enquanto assistem TV, e são mais susceptíveis de serem expostos a anúncios de comida gordurosa. Ainda assim, o palpite dos cientistas é que o tempo que as pessoas gastam sentadas seja o principal fator.

    Embora os pesquisadores não tenham sido capazes de confirmar essa teoria, amostras de sangue dos participantes sugerem que a relação entre o tempo de tela e problemas cardíacos é parcialmente explicada pelos níveis de mau colesterol e inflamação. Estar acima do peso também parece desempenhar um papel.

    O próximo passo é pesquisar se levantar-se e andar em volta, ou até mesmo se esticar ou ficar de pé, pode ajudar a combater os efeitos nocivos de ficar sentado. A posição sentada é um padrão para muitas coisas no mundo atual. Os pesquisadores explicam que talvez nossos corpos não sejam feitos para isso, e a reação é todas estas consequências fisiológicas e químicas adversas. [CNN]

    <h1>Comidas muito salgadas podem prejudicar seu coração em apenas 30 minutos</h1>

    Se você gosta da sua batata frita ou da pipoca super salgada, tome cuidado. Um estudo feito por pesquisadores australianos revela que 30 minutos após comer aquele lanche com pitadas extras de sal, claras mudanças já podem ser vistas em suas artérias. E mais: os efeitos atingem até mesmo as pessoas com pressão arterial normal.

    Para realizar o estudo, os cientistas reuniram um grupo de 16 voluntários, todos saudáveis. A oito deles foi distribuída uma sopa de tomate com pouco sal, enquanto os outros oito receberam uma sopa dez vezes mais salgada.

    Depois da refeição, os voluntários foram convidados a colocar seus braços em um medidor de pressão arterial, que infla e corta temporariamente o fluxo sanguíneo. Enquanto o medidor desinflava, uma máquina ultra-som foi usada para avaliar o quanto os vasos sanguíneos se dilatavam quando o sangue voltava a circular.

    Dessa forma, os pesquisadores puderam perceber que as artérias das pessoas que consumiram a sopa com elevado teor de sal dilatou aproximadamente metade do que as artérias daqueles que comeram a versão com baixo volume de sal. O experimento foi repetido invertendo-se o grupo que recebia a sopa salgada, e o resultado continuou o mesmo.

    Em resumo, o sal prejudica a capacidade de dilatação das paredes das artérias. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Kacie M. Dickinson, o fenômeno é similar às respostas vistas após refeições ricas em gorduras saturadas, as quais prejudicam os vasos sanguíneos a longo prazo.

    A grande suspeita é de que o sal, assim como a gordura, possa bloquear a liberação de óxido nítrico, quando o coração bombeia sangue pelas artérias. Esse gás é importante porque faz com que as paredes dos vasos relaxem e se dilatem, melhorando o fluxo sanguíneo.

    Os efeitos de comer um lanche super salgado passam em cerca de duas horas. No entanto, outros estudos mostram que, ao longo dos anos, esse tipo de disfunção arterial e a não liberação do óxido nítrico podem ocasionar quadros permanentes, como pressão alta ou a aterosclerose – acumulação de gordura nos vasos sanguíneos, levando a ataques cardíacos e derrames.

    Para os médicos, o estudo serve como um alerta: excesso de sal faz mal à saúde e, assim como tudo na vida, deve ser consumido com moderação. [msnbc.com]

    A CAUSA DE ESTARMOS DOENTES

    Chegamos ao momento de estabelecer claramente a diferença existente entre a medicina alopática e medicina natural. O alopata, diante de qualquer doença, só vê o mal que é preciso combater a todo custo. Quanto antes desaparecer, maior será o êxito alcançado; assim pensam médico e doente. Vendo-se momentaneamente livre do mal que o afligia, a paciente pensa está curada e continua a levar o mesmo tipo de vida. Seu corpo continua acumulando impurezas e não tarda a apresentar novamente a mesma doença. Ele recorre outra vez aos medicamentos, e assim se estabelece um círculo vicioso, em que o pobre doente cai e do qual lhe será mais difícil sair quanto maior for a sua duração. O sistema que mais sofre nesta automedicação é sistema nervoso. Por isso devemos conhecer como ele funciona para obtermos uma melhor saúde.

    COMO ESTÁ SUA DIGESTÃO?

    A natureza confiou ao homem o controle do que entra no corpo, e se encarrega dos meios de expeli-lo, amplas são as suas provisões para livrar-se dos resíduos do metabolismo, o que é feito juntamente com as células usadas e desgastadas.

    Quando a eliminação natural é dificultada ou impossibilitada pelo consumo persistente de alimentos desfibrados e sofisticados, as forças vitais internas se despertam para a emergência e improvisam meios extraordinários para a expulsão. Espirros, resfriados, dores, exsudações do nariz e da boca, muitas espécies de doenças de pele, pústulas, bolhas, carbúnculos e abscessos, úlceras varicosas e cânceres da pele, estão entre os métodos de emergência da natureza para limpar o corpo de sua “toxidez”.

    Se, pela persistência numa dieta de morte e no uso de drogas e injeções que fazem malograr seus ingentes esforços para manter limpo o organismo, a natureza se vê forçada a reter os “venenos” no corpo, toma providências especiais para armazená-los em algum órgão ou tecido que com eles tenha afinidade. Desse modo um membro, órgãos ou funções “fracas” com que tenhamos nascido ou que possam assim encontrar-se por motivo de modo errado de viver, tornam-se o depósito de venenos orgânicos que o corpo não pode eliminar. O coração, os pulmões, o fígado, os olhos, os ouvidos, ou qualquer órgão “débil” que seja, ficam doentes. Priva-se a vida de muito de sua utilidade e seu fim chega bem antes do tempo.

    Nossos modernos métodos de viver, as iguarias inaturais (artificiais) que se comem, os “venenos” gerados no corpo por misturas de alimentos incompatíveis e as drogas tomadas para amortecer as dores que acompanham as ações errôneas, tudo intensifica a luta interior do corpo para a continuação da vida e a acaba encurtando e definhando.

    Estes erros graves na questão da nutrição impõem à natureza um fardo que consome muito da energia vital que se destinava a ser gasta nos legítimos prazeres da vida.

    Tudo o que comemos, bebemos e respiramos é uma toxina potencial para o organismo. O equilíbrio entre a saúde ótima e a enfermidade é o equilíbrio entre nossa ingestão de toxinas e a capacidade do organismo de se desintoxicar. Até mesmo o oxigênio que nos dá vida tem o potencial para criar radical livre capaz de ativar o câncer e de acelerar o envelhecimento precoce. Se o nosso organismo está trabalhando bem, com boas funções imunológicas e toxinas. Infelizmente isto não é verdade para muitos de nós. A toxidade é uma preocupação muito maior do que jamais foi. Atualmente, há muitas substâncias químicas novas e mais fortes nos alimentos, na água e no ar que podem causar a interrupção dos mecanismos de desintoxicação do organismo.

    Nosso organismo lida com as toxinas neutralizando-as, transformando-as ou eliminando-as. As toxinas são conduzidas pelo fígado, rins e intestinos. O fígado transforma as toxinas tornando-as inofensivas, e o sangue leva os resíduos para os rins para serem eliminados. O fígado também elimina os resíduos através da bílis para os intestinos, para excreção. Nós também eliminamos as toxinas através do suor, originado dos exercícios ou do calor. Nossas cavidades e pele também são órgãos eliminatórios adicionais por onde as toxinas podem ser expelidas.

    EFEITOS DA FORMAÇÃO DE TOXINAS NA NOSSA SAÚDE

    As toxinas podem causar irritação ou inflamação das células e dos tecidos, bloqueando assim as funções normais a nível celular, orgânico e corporal. A enfermidade e o envelhecimento ocorrem quando nossas células não adquirem oxigênio e nutrientes suficientes ou não podem eliminar eficazmente os resíduos.

    MICRÓBIOS DE TODOS OS TIPOS

    Bactérias intestinais, bactérias externas, germes e parasitas podem produzir toxinas metabólicas no intestino com as quais temos que lidar. As toxinas microbianas foram implicadas em uma variedade de doenças, inclusive psoríase, asma, problemas da tireóide e do fígado. A maioria das pessoas come demais. Nós temos uma dieta com alto teor de gorduras, carnes industrializadas, comidas salgadas e açucaradas. Abusamos de estimulantes, medicamentos e bebidas que contem álcool. As características sutis de toxidade incluem fadiga, dores de cabeça, dores lombares, ansiedade causada por insônia, nariz com coriza e coceira, e olhos lacrimejantes.

    Alguns de nós somos particularmente sensíveis a aditivos artificiais como corantes, aromatizantes e conservantes. Muitos estudos demonstraram que isto pode conduzir a concentração diminuída, dificuldades no aprendizado e memória fraca. O envenenamento por metais pesados é um problema sério em nossa sociedade. Fontes comuns incluem o chumbo originado da gasolina, da solda em latas de estanho e do aerossol de inseticidas; o cádmio originado da fumaça de cigarros e o mercúrio originado das obturações dentárias. Os sintomas de toxidade podem manifestar-se como dores musculares, indigestão, tremores, palidez, problemas na coordenação motora e prejudicar a capacidade de pensar e se concentrar.

    A obesidade quase sempre está associada com a toxidade. Quando nós perdemos peso, reduzimos o nível de gordura e, portanto, a nossa carga tóxica. A incidência de muitas doenças de toxidade também aumentou. Duas das principais doenças são os cânceres e os problemas cardiovasculares. Outras incluem artrite, eczema, sinusite, hemorróidas, abscessos e furúnculos.

    A fraca digestão, um cólon lento, função reduzida do fígado e eliminação ineficiente toxinas metabólicas pelos rins, pulmão e pele, todos somam um aumento de toxidade.A procura pela Fonte da Juventude é uma busca incessante na história da humanidade. Quem não gostaria de viver o maior tempo possível com saúde perfeita, alto nível de energia, uma mente aguçada e livre de doenças? Entender o papel dos radicais livres e dos antioxidantes pode ajudar-nos a combater o processo de envelhecimento e desfrutar uma vida mais longa.

    O QUE SÃO RADICAIS LIVRES?

    Você pode combater a marcha do tempo aprendendo a combater e conter os radicais livres, o inimigo interno. Radicais livres são subprodutos, que prejudicam as células, e que se formam em nosso organismo quando as moléculas de gordura reagem com o oxigênio. Esse processo é similar ao do óleo usado que se torna rançoso quando exposto ao ar e à umidade. Esses “maus elementos bioquímicos” podem ganhar impulso em seu caminho de destruição e dilacerar células causando envelhecimento e doenças como o câncer. Nossas células enfrentam centenas de milhares de “ataques” de radicais livres a cada dia. Os principais colaboradores para a formação de radicais livres são toxinas ambientais – poluição do ar, toxinas da água e dos alimentos, e radiação ultravioleta excessiva. O álcool, o tabagismo, os medicamentos e o estresse da vida diária podem aumentar a carga de radicais livres no organismo.

    Não controlados, os radicais livres danificam as paredes celulares, destroem os ácidos nucléicos e decompõem o colágeno na pele e nas articulações. Isso leva a problemas cardíacos, cataratas, artrite, memória fraca, senilidade, bem como envelhecimento precoce com rugas e manchas senis.

    Os radicais livres também atacam e destroem as células do sistema imunológico, tornando-as incapazes de defender nosso organismo contra infecções. O exército de defesa do nosso organismo, constituído pelos leucócitos do sangue, também perde sua capacidade de distinguir entre ataque amigo e inimigo, e ataca as próprias células do organismo. O câncer e a AIDS são duas doenças devastadoras nas quais as defesas imunológicas do organismo são massacradas pelos radicais livres.

    ANTIOXIDANTES – OS COMBATENTES DOS RADICAIS LIVRES

    Temos um exército de protetores celulares naturais denominados antioxidantes, os “soldados do organismo” que combatem e neutralizam os notórios radicais livres. Freqüentemente, nossa defesa antioxidante é inadequada. O que podemos mudar? Uma pesquisa demonstrou que aumentar nossa ingestão de certas vitaminas, sais minerais e aminoácidos, citados por seus benefícios antioxidantes, pode melhorar nossa saúde e prolongar a vida. Os nutrientes antioxidantes A, C e E podem reduzir a incidência de doença cardíaca por meio da elevação do nível do colesterol bom HDL e redução do colesterol ruim LDL. Atualmente, uma safra de estudos observou que certas ervas, frutas, sementes e grãos também apresentam propriedades antioxidantes surpreendentes. Há um grande volume de referências sobre as propriedades antioxidantes dos carotenóides, os pigmentos amarelos, vermelhos e cor-de-laranja que dão às frutas e aos vegetais suas diferentes cores, odores e sabores. Esses carotenóides mostram-se promissores na proteção contra problemas cardíacos, cataratas e câncer.

    Outro grupo de antioxidantes altamente consagrados, denominados proantocianidinas (PCOs), foi identificado em vários tipos de uvas. Os franceses, cuja dieta típica contém muitas frutas e vinhos, também consomem grandes quantidades de alimentos com alto teor de gordura. Entretanto, eles apresentam uma surpreendente incidência 40 % mais baixa de doenças cardíacas do que os americanos. Este fenômeno, comumente denominado “O Paradoxo Francês”, foi atribuído aos benefícios cardioprotetores das PCOs encontradas na dieta francesa, que ajudam a prevenir o enrijecimento das artérias e baixar o colesterol.

    QUEM DEVE TOMAR COMPLEMENTOS ANTIOXIDANTES?

    Se estivermos preocupados com o possível declínio de energia com o passar dos anos, ou se houver sinais de enrijecimento articular, ou nossa visão estiver falhando ou se estivermos preocupados com problemas cardíacos e câncer, devemos tomar complementos antioxidantes. Eles são benéficos na preservação da juventude, permitindo desafiar nossa idade cronológica. Esses nutrientes antienvelhecimento que prolongam a vida são essenciais para a ecologia interna, para o suporte imunológico e para propiciar um alto nível de bem-estar. Uma pesquisa mostrou que uma dieta saudável rica em frutas e vegetal, um estilo de vida ativa, juntamente com complementos antioxidantes pode ajudar-nos a alcançar essa meta de “morrer jovem o mais tarde possível”. (óleo de semente de uva, de linhaça, de gérmen de trigo, de alho, de prímula, de fígado de bacalhau e de fígado de tubarão). Contém uma classe especial de combinações conhecidas como proantocianidas (PCOs), recentemente descritas como o antioxidante mais poderoso na batalha contra os incontroláveis radicais livres. Tem a capacidade única de unir as fibras de colágeno para reverter os danos causados através dos anos por lesões e pelo ataque dos radicais livres. Também inibe certas enzimas que destroem o colágeno. Altamente disponíveis na natureza, os PCOs são facilmente absorvidos e transportados por todo o organismo para chegar a células, músculos, articulações, vasos sangüíneos, cérebro e olhos.

    O óleo destas sementes promove vasos sangüíneos mais fortes e elásticos que, por sua vez, aumentam a circulação e a entrega de nutrientes e oxigênio às células e tecidos. Esta ação de fortalecimento beneficia as tensões, os deslocamentos e as cãibras adquiridas durante treinamentos físicos. Também reduz as varizes e contusões.

    NÍVEIS MAIS BAIXOS DE COLESTEOL

    O óleo destas sementes previne contra a aderência de glóbulos de gordura nas paredes dos vasos sangüíneos, assim previne contra o enriquecimento das artérias. Diminui o tamanho dos depósitos de colesterol para proteger contra ataques cardíacos e derrames.

    APOIO A UMA VISÃO SAUDÁVEL

    O óleo destas sementes pode regenerar a rodopsina, o pigmento especial que ajuda seus olhos a se adaptarem a mudanças no nível de luminosidade. Sua ação protetora nos vasos sangüíneos dos olhos melhora a visão e as funções visuais.

    ALIVIA AS ALERGIAS

    O óleo destas sementes pode desintoxicar a histamina, uma substância química produzida naturalmente pelo organismo, que ativa uma série de sintomas alérgicos quando ocorre a exposição ao pólen, pó e outros alergênicos.

    PROMOVE UMA PELE SAUDÁVEL

    Um dos maiores problemas da pele ocorre quando os lipídios que aglutinam as células da sua superfície - o estrato córneo -, por serem sintetizados de maneira imprópria, devido a carências nutricionais e/ou disfunções metabólicas, impedem que tais células se desprendam com a facilidade com que deveriam. Essa camada de células estagnadas sobre a pele impermeabiliza-a de tal forma que impede a circulação de seus poros, ao mesmo tempo em que o processo de renovação celular da epiderme cessa. Conseqüentemente, a pele começa a ficar mais espessa e a se desidratar, a acumular secreções sebáceas em seus poros e a não mais nutrir o manto ácido como deveria. A perda do equilíbrio hidrolipídico implica na diminuição do potencial de restauração dos tecidos da pele e conseqüente processo de degenerescência e decrepitude. Nesse caso, portanto,
    é preciso interferir sobre esses lipídios, para que as células do estrato córneo sejam liberadas
    e outras aflorem para que a epiderme e a derme restaurem o dinamismo metabólico. Aqui entra as proantocianidas (PCOs) com sua riqueza em ácidos alfa-hidroxílicos (AHA) - um dos mais importantes segredos da "fonte da juventude", segundo a cosmetologia contemporânea - capazes de romper a força de coesão desses lipídeos, dissolvendo-os para que libertem
    as células da epiderme. Uma das grandes vantagens do (PCOs) é a sua riqueza em AHA de natureza orgânica, muito menos agressivo, mais seguro de ser utilizados, além de produzir resultados superiores e bem mais rápidos, embora de custo mais elevado. É preciso, entretanto, utilizá-lo com moderação e bom senso.  Os AHA (PCOs) são constituídos pelos ácidos: Cítrico Oriundo do extrato das frutas cítricas. Glicólico Retirado do extrato da cana-de-açúcar. Málico Extraído do extrato da maçã. Tartárico Obtido do extrato das uvas.

    Rompendo a força de coesão dos lipídios do estrato córneo, os ácidos alfa-hidroxílicos (AHA) funcionam como um esfoliante passivo, pois liberando as células da superfície da pele, promove a renovação automática da cútis, o que permite que a pele volte a respirar. O óleo destas sementes protege e preserva eficazmente o colágeno e as fibras de elastina, melhorando assim a elasticidade e a suavidade da pele para lhe dar uma aparência firme e jovem. Também defende contra a desidratação e a aspereza, sustentando o ácido hialurônico, o componente que mantém a umidade na pele.

    ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS

    Um conceito errôneo comum é que todos os óleos são prejudiciais à saúde. Ao ouvirmos a palavra “óleos”, automaticamente muitos de nós pensamos em “gorduras prejudiciais”, óleos rançosos, óleos tóxicos produtores de colesterol encontrados em frituras, salgadinhos e doces, que estão associados a problemas cardíacos, câncer e outras afecções degenerativas.

    Nem todos os óleos ou gorduras são nocivos à nossa saúde. Certos óleos como os originados de óleo de oliva, vegetais, prímula, linhaça e outras sementes vegetais conferem de fato efeitos positivos à nossa saúde. As pesquisas conduzidas sugerem que muitos de nós podemos estar carentes desses “óleos benéficos”, que são os novos destaques da nutrição. Esses óleos são formados a partir de uma combinação de ácidos graxos e são denominados ácidos graxos essenciais. Eles são o que seu nome implica – essenciais! Nosso organismo necessita deles e eles não podem ser fabricados pelo organismo. Eles devem ser fornecidos pela dieta e, portanto, devemos ingerir alimentos que contêm ácidos graxos essenciais. Não desanime ao ouvir a palavra “gordura”, pense nela como um nutriente essencial exatamente como as vitaminas e os sais minerais.

    O PAPEL DOS ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGEs)

    Existem duas famílias de ácidos graxos essenciais: a série de ácidos graxos Omega-3 e a série de ácidos graxos Omega-6 e 9. Cada uma das famílias de ácidos graxos tem um papel específico a desempenhar em um ou mais órgãos do corpo. Quando um ácido graxo particular é visto como benéfico, é importante não se exceder e ingerir uma dose excessiva ao ponto de privar o organismo do outro ácido graxo essencial valioso. Há forte evidência de que a melhor proteção para a saúde origina-se de uma formulação equilibrada, que associa as séries de ácidos graxos Omega-3, 6 e 9. Ácidos graxos Omega-3, 6 e 9 também se originam de plantas, principalmente a linhaça de cor preta ou o óleo de linhaça. Existem duas importantes facções ou componentes da série de ácidos graxos Omega-3: o ácido Eicosapentaenóico (EPA) para cardioproteção e o Ácido Docosahexaenóico (DHA) para as funções cerebrais e oculares.

    O Ácido Gama – linolênico (GLA) encontrado no óleo de prímula (onagra). No óleo de passas pretas e em muitos óleos vegetais é um componente da série de ácidos graxos Omega-6. Ele mostrou ser útil para pele ressecada, acne, problemas menstruais e algumas afecções inflamatórias. O GLA é metabolizado em Ácido Araquidônico (AA) no organismo e, junto com o DHA, aperfeiçoa as funções cerebrais e oculares.

    Os ácidos graxos essenciais fazem parte de todas as membranas de nosso organismo e estão envolvidos em quase todas as funções biológicas. Eles produzem uma adequada “porosidade” das paredes celulares, que retêm as substâncias benéficas dentro de nossas células e eliminam as substâncias nocivas. A flexibilidade e a fluidez das membranas celulares dependem da quantidade de AGEs que elas possuem. Isso influencia o comportamento de cada célula no organismo, incluindo os leucócitos que precisam ser fortes e saudáveis, uma vez que sua função é eliminar os invasores estranhos.

    Os ácidos graxos essenciais constituem uma fonte natural de energia, previnem o ressecamento e a descamação da pele e revestem os tecidos e os órgãos do corpo. Eles são vitais para o crescimento e desenvolvimento adequados do sistema cerebral e nervoso. Os ácidos graxos essenciais são necessários para a formação de prostaglandinas, que constituem reguladores celulares vitais e que exercem efeito específico em cada tecido. Um equilíbrio dessas prostaglandinas é essencial para as funções celulares e orgânicas.

    COMO VOCÊ RECONHECE A DEFICIÊNCIA DE AGE?

    Os sinais e sintomas de deficiência de ácidos graxos essenciais podem variar desde fadiga leve até problemas cardíacos. Em geral, tais sintomas são tão vagos e amplos que são tipicamente confundidos com alguma outra coisa. É suficiente dizer que pesquisas sugerem que pelo menos 80 %  da população mundial apresenta deficiência de AGEs.

    ALGUNS SINTOMAS TÍPICOS INCLUEM: O ressecamento Das Membranas Mucosas (Canais Lacrimais, Boca e Vagina). O nosso organismo tem uma força de autodefesa poderosa conhecida como o sistema imunológico que é projetado para nos proteger e dar resistência contra enfermidades e tensões. O sistema imunológico inclui leucócitos, os soldados que compõem esta rede de defesa.

    O QUE AMEAÇA O NOSSO SISTEMA IMUNOLÓGICO?

    Os antígenos, isto é: bactérias, vírus, fungos e toxinas, são os inimigos que desafiam nossa imunidade. Os leucócitos mantêm uma vigília constante; eles utilizam substâncias protéicas da circulação sanguínea, chamadas anticorpos, para matar e neutralizar os antígenos invasores. Eles secretam substâncias químicas substâncias químicas chamadas interleucinas que podem dissolver organismos que causam doenças. Os leucócitos também produzem o interferon, uma substância antiviral necessária para combater vírus prejudiciais e o câncer.

    À medida que envelhecemos, o sistema imunológico se torna menos eficiente e nos torna mais vulneráveis às enfermidades. Durante certo tempo se acreditou que um sistema imunológico debilitado era parte natural do processo de envelhecimento. Hoje, as pesquisas indicam que as deficiências nutricionais sejam a causa principal dos problemas imunológicos.

    Os antibióticos podem debilitar as funções imunológicas (defesas do corpo). De acordo com um estudo realizado na Universidade da Califórnia, oitenta por cento das pessoas que sofrem de fadiga têm um histórico de tratamento com antibióticos reincidentes quando crianças, adolescentes ou adultos. Os resíduos de antibióticos na carne podem contribuir para o desenvolvimento de intolerância a alimentos ou de alergias que, por sua vez, sobrecarregam ainda mais o sistema imunológico.

    O estresse pode baixar a imunidade prejudicando as atividades e as funções dos leucócitos. Isto pode conduzir a um esgotamento e uma suscetibilidade a enfermidades. O estilo de vida sedentário, o tabagismo, o álcool, os lanches e salgadinhos, os poluentes químicos, a falta de sono e o excesso de trabalho também podem ser prejudiciais ao funcionamento normal do sistema imunológico. Em alguns casos, os leucócitos estão impossibilitados de diferenciar entre um amigo e um inimigo. Eles podem danificar os tecidos e os órgãos do próprio organismo levando a doenças auto-imunes notavelmente a artrite reumática, Tosse freqüente, resfriados e gripes, dor de garganta, cansaço, perda de cabelo, dores nos ossos, insônia, sangramento nas gengivas e problemas de pele podem apontar problemas imunológicos.

    Há numerosas vitaminas, minerais e ervas comprovadamente crucial na melhora do sistema imunológico. A Vitamina C, um nutriente antioxidante poderoso, estimula a produção de anticorpos, aumenta a eficiência e a atividade dos leucócitos. A acerola e o alho estão entre as ervas mais intensamente usadas, pesquisadas e mais eficaz de todas as ervas imunológicas.

    Hábitos saudáveis, estresse mínimo e suprimento dos nutrientes necessários para o nosso organismo aumentarão a eficiência do nosso sistema imunológico.

    COMER E BEBER DE FORMA ADEQUADA

    Se você se alimentar com uma dieta balanceada — a seleção mais ampla possível de alimentos naturais, em vez de alimentos processados e enlatados —, estará seguindo a primeira regra da alimentação adequada e estará evitando o excesso de gorduras saturadas, sal, açúcar, álcool e alimentos refinados, itens relacionados a numerosos problemas de saúde, tais como cáries, diabete, doenças cardíacas, hepáticas e inclusive alguns tipos de câncer.  Mas não se pode esquecer a segunda regra, que consiste em comer apenas o necessário. O estômago está intimamente relacionado com o cérebro; e quando ele está doente, a força nervosa é chamada do cérebro em auxílio dos enfraquecidos órgãos digestivos. Sendo estas exigências demasiado freqüentes, o cérebro fica congestionado. Se este é constantemente sobrecarregado, e há falta de exercício físico, mesmo a comida simples deve ser tomada parcimoniosamente.

    A nutrição como tratamento das doenças é um método antigo e eficaz. Mas, ultimamente, no decurso da turbulenta era do progresso técnico-científico, a terapia nutricional tem sido soterrada por métodos modernos e sofisticados. A relação mais vital e legítima do homem com a natureza foi inconseqüentemente desvirtuada: a alimentação quase desapareceu da prática ortodoxa. A pesquisa passou a investir incomputáveis meios no aperfeiçoamento da quimioterapia, da tecnologia médica, da cirurgia, etc. Embora haja neste processo de modernização um lado inegavelmente positivo, do qual a humanidade aufere benefícios, impropriedades, erros e omissões acontecem e continuam acontecendo. Um dos erros mais clamorosos, talvez o mais grave, é o descaso com que vem sendo tratado o assunto da nutrição. Não obstante, nos últimos anos está acontecendo uma reviravolta de conceitos sem precedentes. Consecutivas pesquisas, realizadas por estudiosos e instituições de elevado prestígio na comunidade científica internacional, estão revestindo da merecida importância o papel da dieta e do estilo de vida na saúde.

    ESTILO DE VIDA

    Nesse conjunto de considerações é preciso observar que as perturbações decorrentes dos erros alimentares dependem de nossa vontade, ao passo que as deficiências dos órgãos digestivos impõem assistência médica. O médico orientará o diagnóstico e o tratamento, seja através de uma dieta adequada, ou de uma medicação específica.

    Há perturbações que podem ser corrigidas facilmente pela aquisição de novos hábitos, inclusive alimentares. Outras, porém, será superada apenas com a ajuda do médico, apoiada na indispensável colaboração do enfermo. Muitas dessas medidas corretivas passam pela adoção de um estilo de vida diferente. O adágio popular diz que pela boca é que morre o peixe. Por fim, consideremos outro fator desencadeante da dispepsia, que é o estresse (ver a figura da página 5). É mais uma conseqüência dos nossos dias, e pode interferir bastante na digestão. É também por isso que a hora da refeição deve ser calma e cordial, o que certamente facilitará todo o processo de digestão. Podemos assim concluir: boa alimentação, boa mastigação, bom aparelho digestivo e boa disposição, resultam em boa digestão.

    E mais... Para terminar, nunca é demais lembrar que sendo o organismo uma unidade, todos os cuidados com qualquer tipo de doença ou disfunção precisam ser acompanhados da limpeza dos intestinos, reestabilização do equilíbrio homeostásico, restauração da integridade das mucosas e revitalização da flora simbiótica e do sistema imunológico.

    São integrais mesmo?

    Eles tomaram de assalto as prateleiras dos grandes supermercados. A oferta de alimentos integrais e orgânicos aumenta a olhos vistos no Brasil. Mas, antes de colocar um desses produtos no carrinho, vale se indagar: será que é integral mesmo? Para começo de conversa, são considerados integrais aqueles grãos e cereais, como arroz, trigo e aveia, que não passam por um processo de refinamento.

    Dessa forma, como a casca e a película não são descartadas, preserva-se boa parte dos nutrientes e das fibras. “Eles agem como uma vassourinha no nosso organismo”, diz a nutricionista Maria Aquimara Zambone, da Divisão de Nutrição e Dietética do Ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em outras palavras, incluir essas opções no cardápio ajuda a reduzir os níveis de colesterol, permite controlar as taxas de açúcar no sangue e contribui para o emagrecimento.

    O problema é que não há nenhum tipo de regra sobre a fabricação desses produtos no país, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. E por causa da falta de parâmetros cada empresa adota os critérios que bem entender. A Wickbold, marca líder no mercado, baseiase numa resolução já revogada pela Anvisa que, em suma, define o pão integral como aquele “preparado (…) com farinha de trigo e farinha de trigo integral ou fibra de trigo e ou farelo de trigo”. Sandra Sernaglia, gerente de marketing da empresa, reconhece que a definição é meio vaga. “Utilizamos a farinha de trigo refinada, fortificada com ferro e ácido fólico e incorporamos a fibra de trigo”, diz ela.

    O grupo Bimbo, das marcas Pullman, Vita Plus e Nutrella, segue os preceitos da Whole Grains Council, organização que certifica por meio de um selo produtos integrais nos Estados Unidos. De acordo com suas normas, a massa do pão integral deve conter 51% de farinha… integral. A falta de regras específicas no setor é algo possível de ser resolvido. “Uma mobilização da sociedade civil pode levar às autoridades uma proposta efetiva”, acredita a advogada Mariana Ferraz, do Instituto de Defesa do Consumidor, o Idec.

    Frutas, hortaliças e grãos integrais previnem a Hipertensão

    Atualmente, a hipertensão atinge mais de 30 milhões de brasileiros, e é responsável por 47% dos infartos, 54% dos derrames e 37% dos casos de insuficiência renal, segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Essas estatísticas assustam médicos e especialistas em saúde pública, que fazem um alerta para a prevenção e tratamento desse problema, muitas vezes desconhecido pelo próprio paciente.

    De acordo com os especialistas, a hipertensão é responsável pela morte de aproximadamente 7,6 milhões de pessoas no mundo por ano. Cerca de 80% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento, como o Brasil, sendo que mais da metade das vítimas têm entre 45 e 69 anos. Ainda mais preocupante é fato de que apenas um em cada quatro brasileiros sabe que tem a doença e, dos que sabem, poucos tratam. De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, um em cada dois indivíduos acima de 60 anos possui a doença. E, independente da faixa etária, pelo menos um em cada sete sofre do problema. Entre as principais medidas preventivas, os especialistas recomendam a prática regular de atividades físicas e uma alimentação equilibrada – com frutas, hortaliças e grãos integrais.

    Para as pessoas que já apresentam pressão alta, eles destacam que a adesão ao tratamento – que também inclui dieta balanceada e prática de exercícios, além do uso regular da medicação recomendada – se torna cada vez mais necessária para manter a pressão sob controle e garantir sua qualidade de vida.

    “Medicamentos recentes possuem diferenciais capazes de combater a doença com eficácia e auxiliar o paciente a equilibrar a pressão arterial, caso dos inibidores de renina, únicos atuantes no ponto de ativação inicial da cascata de reações que leva à hipertensão”, explicou o médico Marcus Malachias, especialista em hipertensão da SBC. Outras opções de tratamento farmacológico indicados pelo especialistas são os betabloqueadores, os diuréticos, os vasodilatadores centrais e os bloqueadores dos canais de cálcio.

    Cientistas australianos têm uma nova solução para controlar a pressão alta. A arma secreta é o alho, segundo um estudo publicado na revista científica Maturitas.

    Num teste de 12 semanas envolvendo 50 pacientes, Karen Reid e colegas da Universidade de Adelaide descobriram que o consumo de quatro cápsulas diárias de um suplemento chamado extrato de alho envelhecido reduzia a pressão arterial em cerca de 10 mmHg, em comparação a um grupo que usava um placebo.

    Reid disse que o alho consumido de outra forma não tem o mesmo efeito.

    “Quando você cozinha o alho fresco, o ingrediente que é responsável por reduzir a pressão sanguínea desaparece”, disse ela. “Acho que o ponto realmente importante é que o extrato de alho envelhecido como suplemento é a arma secreta para a pressão sanguínea.”

    Há muito tempo se sabe que o alho é bom para o coração, e a medicina tradicional indiana (aiurvédica) há séculos usa o produto na prevenção da hipertensão. Este, no entanto, é o primeiro estudo a avaliar cientificamente o impacto do extrato de alho envelhecido.

    Fonte: In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação. Press release. 10 de maio de 2010.  Folha Online

     

    Brasileiros estão vivendo mais

    São aproximadamente 19 milhões de idosos — cerca de 10% da população com 60 anos ou mais. E esse número só tende a crescer. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025, o Brasil será o sexto país mais velho do mundo.

    Como essas pessoas precisam de uma atenção especial, a expectativa é de que milhares de profissionais especializados no tratamento dos mais velhos sejam requisitados ao longo dos próximos anos.

    De olho nessa demanda, instituições de ensino dos quatro cantos do país começam a ofertar cursos exclusivamente voltados para o envelhecimento humano.

    No Distrito Federal, o Iesb e a Universidade Católica de Brasília oferecem pós-graduação e mestrado na área de gerontologia — ciência que estuda o processo de envelhecimento e as formas de promover uma melhor qualidade de vida para a terceira idade.

    Capacitações mais técnicas e de duração menor também começam a ganhar força na cidade.

    Fonte: Correio Braziliense

    Brócolis pode ajudar no combate à artrite, aponta pesquisa

    Brócolis pode ajudar no combate à artrite, aponta pesquisa

    Associado recentemente a diversos benefícios para a saúde, inclusive à redução do risco de câncer, o brócolis pode também ser aliado no combate à artrite – doença inflamatória dolorosa nas articulações -, segundo estudo da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. De acordo com os cientistas, testes em laboratório mostraram que um composto do vegetal, chamado sulforafano, bloqueia as enzimas associadas com a destruição da cartilagem das articulações na osteoartrite – forma mais comum de artrite.

    Essa equipe de pesquisadores está, agora, preparando testes em humanos com o composto para avaliar se o consumo de brócolis pode ajudar a retardar ou evitar o desenvolvimento da artrite. E eles estudam também compostos presentes em outros alimentos, como o alho, que podem ser úteis contra as doenças que afetam as articulações, causando incapacidade principalmente entre os idosos.

    “A Grã-Bretanha tem uma população em envelhecimento, e o desenvolvimento de novas estratégias para combater as doenças relacionadas à idade, como a osteoartrite, é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem (dessas doenças), mas também para reduzir o peso econômico sobre a sociedade”, ressaltou o pesquisador Ian Clark, que coordenou o estudo.

    Fonte: Blog Boa Saúde

    Substância encontrada no brócolis, na couve e na cebola previne doenças e ajuda no tratamento de HIV

    Substância encontrada no brócolis, na couve e na cebola previne doenças e ajuda no tratamento de HIV

    O selênio é um oligoelemento necessário, em quantidades mínimas, para o bom funcionamento do organismo. Ele compõe diversas vias metabólicas importantes, como o metabolismo da tireóide e o sistema de imunológico.

    Na defesa do organismo, o elemento auxilia na produção de células T e B e de imunoglobinas M e G, e também na atividade dos neutrófilos. Os pacientes com HIV respondem melhor aos tratamentos com a presença do selênio. Além disso, ele diminui a incidência de cânceres em geral. Sua suplementação é eficaz na inibição do crescimento das células cancerosas da próstata, mama e melanoma, levando-as à morte celular. É um excelente efeito preventivo de câncer de pele para aqueles que se expõem muito a luz solar.

    Os vegetais de cor verde-escuros, como o brócolis e a couve, contêm grande quantidade de ferro.

    Estudos realizados por Dutra e Marchini, em 1998, mostraram a importância do micronutriente para a enzima glutationa peroxidase, que protege as células contra a agressão dos radicais livres. Ele melhora a ação antioxidante do superóxido dismutase e da GSH, que atuam em diversos órgãos como coração, fígados e rins. Já estudos de Beckett e Arthur, de 2005, correlacionam a deficiência de selênio com baixos níveis de T3 (hormônio tireoidiano) no sangue.

    O mineral é encontrado, principalmente, nos cogumelos, brócolis, castanha do Pará, couve, cebola, alho, peixes e grãos. Sua fonte pode variar ou ser insuficiente de acordo com a quantidade de água do solo. Na China, por exemplo, o solo é pobre no elemento, o que se relaciona com a alta taxa de mortalidade pela doença cardíaca de Keshan, que é caracterizada pelo aumento do coração.

    Dra. Sylvana Braga (www.sylvanabraga.com.br) – Nutróloga, reumatóloga, fisiatra e especialista em prática ortomolecular, também autora do livro “Dieta Ortomolecular – o segredo de rejuvenescer em total harmonia”, que traz mais de 100 receitas para se manter saudável de forma natural.

    Dieta a base de proteína animal aumenta risco de doenças

    Dieta a base de proteína animal aumenta risco de doenças

    Dietas com baixo consumo de carboidratos, como a de Atkins, ajudam as pessoas a perder peso. Porém, aqueles que simplesmente substituem o pão e as massas por calorias de proteína e gordura animal podem enfrentar um aumento no risco de desenvolver prematuramente doenças cardíacas e câncer.

    Um novo estudo descobriu que a taxa de mortalidade entre pessoas que aderiram mais seriamente ao regime das proteínas era 12% maior, ao longo de aproximadamente duas décadas, do que entre aqueles que consumiram dietas ricas em carboidratos.

    Mas as taxas de mortalidade variavam, dependendo das fontes de proteína e gordura usadas para substituir os carboidratos. As pessoas que retiravam mais proteínas e gordura de fontes vegetais, como feijões e nozes, apresentaram uma chance 20% menor de morrer ao longo do período do que as pessoas numa dieta com alto teor de carboidratos.

    Mas aqueles que obtinham a maioria de sua proteína e gordura de fontes animais, como carnes vermelhas e processadas, tinham 14% mais chances de morrer de doenças cardíacas e 28% mais chances de morrer de câncer, segundo a análise.

    Estilo de vida do homem “criou” o câncer, diz pesquisa

    Estilo de vida do homem “criou” o câncer, diz pesquisa

    Um estudo conduzido por cientistas das universidades de Manchester, no Reino Unido, e Villanova, nos Estados Unidos, indica que o câncer foi “criado” pelo estilo de vida moderna – no qual entram fatores como poluição e dieta – do ser humano.

    Os pesquisadores investigaram registros literários do Egito e Grécia antigos, além de exames em múmias egípcias. Eles descobriram que investigações em centenas de múmias indicaram que apenas duas tinham resquícios de tumores e os registros escritos praticamen

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